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Muitas de nossas imagens feitas em gesso, recebem uma pintura especial comumente chamada de Pintura Italiana Lavável, isso porque a mesma é inspirada em um estilo italiano de pintar a imagem, e a tinta utilizada é impermeável como tinta automotiva, isso permite que a imagem possa ser lavada sob água corrente.

As imagens com essa pintura são excepcionalmente belas e duradouras, trabalhamos com as mesmas desde que foi fundada a unidade de João Pessoa – PB da Casas Nossa Senhora dos Prazeres o que ocorreu a aproximadamente 30 anos atrás.

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Detalhe da face da imagem do Sagrado Coração de Jesus com 80 cm

Detalhe da face da imagem do Sagrado Coração de Jesus com 80 cm

O nível de detalhe da pintura nos deixa muito satisfeitos da aquisição e saber que a pintura mantém sua beleza por muitos anos nos deixa ainda mais felizes por te-las em nossa casa, escritório, paróquia ou igreja.

E o que vocês acham da pintura das imagens, o quão é importante uma pintura bonita e duradoura? Comentem!

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“O entendimento do homem retém a sua ira; e sua glória é passar sobre a transgressão.” (Prov. 19,11)

“A graça do Senhor Jesus seja com todos.” (Ap 22, 21)

“Nada é impossível quando se tem fé e esperança” Pe Landell

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Oração para o Final de Ano

Senhor Deus,

dono do tempo e da eternidade, Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado por tudo aquilo que recebi de ti.

Obrigado pela vida e pelo amor, pela alegria e pela dor, pelo que foi possível e pelo que não foi. Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver sem entusiasmo e por todos os meus descuidos e silêncios, novamente Te peço perdão.

Nos próximos dias começaremos um ano novo. Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou e Te apresento estes dias que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.

Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz. Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus ábios às palavras mentirosas, egoístas ou que magoem. Abre sim, o meu ser a tudo o que é bom.

Que meu espírito seja repleto de bênçãos para que eu as derrame por onde passar.

Enche-me também de bondade e alegria, para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho, possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.

Dá-nos um Ano Novo feliz e ensina-nos a repartir a felicidade. Amém.

Nós da Casa Nossa Senhora dos Prazeres desejamos a todos um Feliz Natal e um Próspero 2010

Momento Presente

O dia está apenas começando;

Um novo ciclo se inicia, e assim o presente da vida, faz da vida presente um presente da vida…

Presente, passado e futuro, ou melhor, passado, presente e futuro; seja em que ordem for, um se torna o outro; e indepedente da ordem eles fazem parte das nossas vidas, se permutam, se trocam atua e a cada ato da grande PEÇA DE TEATRO que é a nossa vida, faz de cada um  PROTAGONISTAS, DIRETORES E AUTORES DESSE ESPETÁCULO, EM CARTAZ, DIARIAMENTE, DA NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA REAL E VERÍDICA dirigida pelo mestre maior, o nosso mestre dos mestres, o grande arquiteto do Universo, o único e o maior responsável pelo sucesso desse grande espetáculo do presente que é VIVER…

Autora: Patrícia Rossiter

Santo Agostinho

Ontem a mãe Mônica, hoje o filho Agostinho: dois santos! Não existiria o segundo, se sua mãe não tivesse sido santa, gerando o filho à fé pelas orações e pelas lágrimas!

Santo Agostinho

Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, hoje região da Argélia, norte da África, em 354, filho de Mônica e Patrício: ela, santa esposa e mãe ele pagão rude e violento. Agostinho teve uma mocidade inquieta, m agitada pelas paixões e desvios doutrinais. Inteligência eleita, aguda, penetrante, depois dos desmandos da juventude, procurou a verdade e a redenção  do seu espírito irrequieto, através das filosofias, mas debalde. Formou-se brilhantemente em retórica e, ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia…

Procurando maior glória, deixou Cartago, cidade de seus estudos, e foi para a capital do Império Romano, abrindo uma escola de retórica, mas ficou por pouco tempo, porque teve a nomeação oficial de professor de retórica e gramática em Milão. Aí, atraído pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou a assistir aos sermões do santo bispo. Do apreço à forma literária da pregação, Agostinho passa ao apreço pelo conteúdo. Converte-se, recebe a instrução e é batizado por Santo Ambrósio, na Páscoa de 387. Tinha trinta e três anos e chegara ao término de um longo e laborioso processo de conversão, para o qual, além de sua sede de verdade, tiveram um papel importante as preces e as lágrimas de sua santa mãe.

O próprio Agostinho descreve o toque final da graça de Deus que o levou à conversão: “Enquanto, chorando debaixo de uma figueira, debatia-me entre sentimentos e forças opostas… de súbito, ouço uma voz que cantava e repetia muitas vezes: “Toma e lê, toma e lê…” Agarrei o livro (carta aos Romanos) e li para mim aquele capítulo que primeiro se apresentou aos meus olhos e eram estas as palavras: ‘Caminhemos como de dia; nada de desonestidades, nem dissoluções; nada de contendas nem de ciúmes; ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13,13s). Não quis ler mais nem era necessário; pois penetrou-me no coração uma espécie de luz serena e todas as trevas de minhas dúvidas fugiram” (Confissões, cap. X).

Com ele foi batizado também o filho Adeodato; jovem inteligentíssimo, que faleceu aos 15 anos de idade, com grande dor de Agostinho. Decidiu então voltar para sua pátria, a África, com sua mãe Mônica, que faleceu na viagem perto de Roma. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida comunitária, entregue à meditação, ao estudo da Bíblia, à oração e obras de caridade.

Mas, no dizer do Evangelho, a luz não pode ficar oculta. Agostinho foi procurado pelo bispo de Hipona, a fim de que o ajudasse na pregação, pois o bispo era velho e doente. Foi ordenado sacerdote e, pouco depois, com  a morte do bispo, Agostinho foi aclamado pelo povo como sucessor.

Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia.

Sua ação e influência pastoral não se limitou à pequena cidade portuária de que era bispo, mas rompeu as fronteiras, tornando-se uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio metafísico mais portentoso que viram os tempos. Sua linguagem apaixonada e cálida, expressiva e pessoal, seduz, convence, comove. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras imortais, emerge sua autobiografia Confissões e A Cidade de Deus, que é uma filosofia da história vista à luz da mensagem cristã.Santo Agostinho - Vitral

Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de idade, amargurado ao ver os bárbaros sitiarem sua cidade episcopal

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Confissões : Bolso

Confissões : Bolso

Imagem Santo Agostinho 25 cm

Imagem Santo Agostinho 25 cm

Confissões - Santo Agostinho

Confissões - Santo Agostinho

Santa Mônica

Amanhã comemora-se o dia de Santa Mônica. A seguir um pouco de sua história.

Santa Mônica

Santa Mônica

“Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, foi ao longo dos séculos o tipo de mãe cristã; a mãe forte, que por sua resistência, suas lágrimas e orações conseguiu a conversão de um dos maiores pensadores e santos da Igreja e da humanidade. O próprio Santo Agostinho diz que sua mãe: “que pela carne, concebeu seu filho para a vida temporal mas, pela fé e o coração, o fez nascer para a vida eterna”.

Santa Mônica nasceu em Tagaste, norte da África, por volta de 332, de família cristã.

Tendo chegado à idade própria para o casamento, foi dada pelos pais por esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício, jovem pagão , rude. O caráter indômito do marido foi para Mônica fonte de sofrimentos e provocações mais duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência e mansidão, encontrando consolação nas orações que, fervorosas, elevava ao céu pela conversão do esposo. Deus recompensou esta dedicação e estas orações, podendo ela ver a conversão sincera do marido, que recebeu o batismo.

Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. O filho mais velho, Agostinho, foi sua grande preocupação, fonte de amarguras, motivo de lágrimas amargas.

Embora não lhe deixasse faltar bons conselhos e o educasse nos princípios da religião cristã, a vivacidade, a inconstância, o espírito de insubordinação de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe o batismo, com receio que ficasse uma graça profanada. De fato, Agostinho, morto o pai, aos dezessete anos, afastou-se de casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofreu terrivelmente com as notícias dos desmandos do filho; redobrou suas orações, e certo dia, pedindo conselho e consolação junto a um bispo, este a animou dizendo:  “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santo Agostinho

Santo Agostinho

Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago mas, espírito irrequieto, se afiliou a seita herética dos maniqueus. Procurando fugir das instâncias da mãe aflita, às escondidas. Toma o navio rumando para Roma, e de Roma para Milão, onde consegue o honroso cargo de professor oficial de retórica.

Mônica em seu afeto de mãe, e mãe cristã, que deseja a todo custo recuperar o filho, viaja da África para a Itália à procura do filho, encontrando-o em Milão, onde, aos poucos, termina seu sofrimento. De fato, em Milão, Agostinho, inicialmente por curiosidade retórica, depios por interesse espiritual, tinha-se tornado freqüentador dos magníficos sermões do santo bispo Ambrósio. Aí se deu sua conversão: recebeu o batismo com seu filho Adeodato e o amigo inseparável, Alípio. Mônica colhia  os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, a África, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e veio a falecer. Agostinho imortalizou estes últimos momentos escrevendo:

“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos as forças para embarcarmos. Falávamos a sós, muito docemente esquecendo o passado e ocupando-nos do futuro, qual seria a vida eterna dos santos, que nunca os olhos viram, nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina”. Naquele momento, Mônica entregou sua bela alma a Deus. Corria o ano 387. Ela contava 56 anos de idade.

Seu corpo atualmente se conserva na Igreja de Santo Agostinho em Roma.

O proximo post será sobre Santo Agostinho. Aguardem

Fonte:

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Santa Clara de Assis

Santa Clara de Assis

Santa Clara de Assis

Clara nasceu por volta do ano 1193, de uma ilustre família feudal de Assis. Em peregrinação à Terra Santa, sua mãe orava diante da cruz, quando recebeu a certeza que haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo: chamou-a, portanto, Clara. Este nome parece ser bem a síntese da vida de Santa Clara.
Tinha cerca de dezoito anos, quando foi apresentada a São Francisco de Assis por seu primo Frei Rufino. Entusiasmada pelo tipo de vida do Santo das Chagas, procurou segui-lo na medida do possível. Era uma jovem rica, inteligente e extraordinariamente bela. Na primavera de 1211, na cerimônia dos ramos, o bispo, já avisado por São Francisco das intenções de Clara, desceu do altar e lhe entregou um ramo bento. Naquela mesma noite, fugiu de casa e se refugiou na Porciúncula, pequena capela, nos campos de Assis, que serviu de residência aos primeiros frades de São Francisco. Este lhe cortou os cabelos e lhe impôs o hábito cruciforme, o cordão e um véu negro.

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São Francisco de Assis

O procedimento estranho de Clara provocou os mais veementes protestos dos pais e parentes que tudo tentaram para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes a mais firme resistência. Para despistar a busca da família, mudou-se de um lugar para outro; por fim, foi para a igrejinha de São Damião, onde surgiu seu primeiro convento que abrigou  as Damas Pobres chamadas também Clarissas.
Pouco depois, seguiram-na nesta vida de austeridade suas irmãs Inês e Beatriz. Enfim também a mão de clara quis terminar seus dias no convento das Clarissas. Em breve tempo, formou-se no convento de São Damião, sob a direção espiritual de Clara, numerosa comunidade de virgens, realizando, de modo eminente, a vida contemplativa do ideal de São Francisco de Assis, de1ntro do espírito da mais estrita pobreza. Aliás, durante toda a vida, Clara lutara para seguir de perto o tipo de pobreza ideado por São Francisco de Assis que as autoridades eclesiásticas daquele tempo julgavam incompatível com a vida religiosa em clausura.
A impressão que a figura nobre e extraordinariamente luminosa de Clara causava nos contemporâneos fica bem retratada na página do primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, que escreveu quando Clara ainda estava viva: “São Damião é casa bendita e santa, onde teve origem a gloriosa e nobilíssima Ordem das Irmãs Clarissas ou Damas Pobres.
Nela, a ilustre Clara, oriunda de Assis, qual pedra preciosa, serviu de base digníssima a todas as que deviam segui-la. Porque, depois da fundação dos frades, a nobre donzela, decidida a entregar-se unicamente ao Senhor, pelos conselhos do nosso santo, serviu de exemplo e guia a inumeráveis virgens. Nobre por descendência, foi mais nobre pela graça; virgem na carne e puríssima no coração; jovem de idade mas consumada na prudência; na caridade divina ardorosíssima amante; rica de conhecimentos e mais distiguida na humildade. Numa palavra, Clara por nome, mais clara na vida e claríssima nas virtudes”. Tomas de Celano, 1981
Durante o assédio dos bárbaros sarracenos contra a cidade de Assis, prevendo o assalto dos soldados ao convento construído no limite dos muros da cidade, Clara, embora doente, levantou-se se dirigiu ao altar do Santíssimo Sacramento, tomou nas mãos a custódia com a sagrada hóstia e se apresentou aos assaltantes. Apoderou-se dos sarracenos um pânico inexplicável. Os que tinham galgado o cimo do muro caíram para trás, os outros fugiram às pressas.
Clara veio a falecer na idade de 60 anos, no dia 11 de agosto de 1253, e sua fama de santidade foi tão rápida, que foi elevada às honras dos altares dois anos depois da morte. Suas irmãs estão, ainda hoje, espalhadas aos milhares, pelo mundo afora, vivendo o ideal de Clara.

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Nossa Senhora das Neves

Entre as antigas cidades do Brasil, a que talvez mais vezes mudou de nome foi a de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Sua conquista foi difícil e demorada devido aos constantes ataques dos índios Potiguares, aliados aos franceses que dominavam o litoral nordestino. Finalmente, na penúltima década do século XVI, o capitão João Tavares conseguiu fazer um pacto de amizade com o valente Piragibe, cacique dos Tabajaras, e unidos expulsaram o inimigo. Este acordo realizou-se no dia 5 de agosto, no local onde se formou a aldeia, que em homenagem ao santo do dia recebeu o nome de Nossa Senhora das Neves.

Nossa Senhora das Neves

Pouco depois a pequena vila teve sua denominação mudada para Filipéia para agradar ao rei da Espanha, Filipe II, que se tornara senhor de Portugal e colônia, acumulando as duas coroas. Passaram-se os anos e em 1634 a Paraíba foi conquistada pelos holandeses e o povoado, que já contava com 1500 habitantes e dezoito ricos engenhos de açúcar nos arredores, passou a chamar-se Frederica, em honra de Frederico de Orange, governador da Holanda. O povo paraibano, contudo, não se sujeitou ao domínio batavo e organizou um movimento de reação chefiado pelo conhecido herói patrício André Vidal de Negreiros. Voltando a ser uma cidade brasileira, a capital provinciana trocou novamente de nome, passando a denominar-se Paraíba. Com esta denominação permaneceu vários séculos, até que em 1930 recebeu a designação de João Pessoa, em memória do presidente assassinado naquela fase crítica de nossa história política.

Entretanto, a Padroeira da velha cidade nordestina continua a ser Nossa Senhora das Neves, cuja imagem se mandou fazer logo que a bonita igreja barroca foi construída. Seu onomástico continua até hoje a ser celebrado com grandes festas, shows, parques e barracas.

Apesar do templo de João Pessoa ser mais conhecido, a ermida da Ilha da Maré, no Recôncavo Baiano, fundada em 1584, é uma preciosidade da arquitetura colonial brasileira e a imagem da Padroeira, de madeira estofada, é em estilo maneirista.

A invocação de Nossa Senhora das Neves, existente no Brasil não apenas em cidades do período inicial de sua civilização no Nordeste, como Olinda e Igaraçu, mas também nos Estados do Rio e do Espírito Santo, é um dos títulos mais antigos concedidos à Virgem Maria, pois data do século IV.

Diz a tradição que naquela época vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual não possuindo herdeiros, resolveu em combinação com a esposa consagrar sua imensa fortuna à glória de Deus. Estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: – “Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve”.

Era noite de 4 para 5 de agosto, época de maior calor  na Itália, mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve. A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o papa Libério, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu.

Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves devido ao fenômeno climático. Este templo, no entanto é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior por ser a mais importante entre todas as igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima. Seu teto foi dourado com o primeiro ouro proveniente da América. A corte da Espanha, depois de recebê-lo das mãos de Cristóvão Colombo, enviou-o à Cidade Eterna para ornamentar a mais bela igreja dedicada à Mãe de Deus, sob cuja proteção estava a nau em que Colombo partira para a descoberta do Novo Mundo.

Iconografia:

As representações européias de Nossa Senhora das Neves são geralmente pinturas sobre madeira, em estilo bizantino. Todavia, a imagem da Ilha da Maré, na Bahia, é uma estátua de madeira que mostra Maria Santíssima de pé, sem Menino, com a mão esquerda sobre o peito e a direita estendida, como para distribuir favores, Em algumas imagens portuguesas ela tem o Menino nos braços e ambos seguram flores.

São Lourenço

São Lourenço foi um dos santos mais venerados pela Antiguidade cristã e pela Idade Média: sua basílica em Roma, por importância, vem logo depois das Basílicas de São Pedro e Paulo: ela tem o privilégio do altar papal, onde só o Sumo Pontífice pode celebrar. Por que tanta devoção a este mártir? A coragem e o bom humor de que deu tantas provas no processo e no martírio impressionaram vivamente a piedade e imaginação popular. Como os grandes heróis da Antiguidade, ele foi cantado por grandes poetas, como Prudêncio e Dante na Divina Comédia, assim como foi representado por obras-primas de pintura”¹.

 

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Lourenço foi diácono da Igreja Romana, martirizado na perseguição do imperador Valeriano que, com seus editos, mandou fechar e confiscar todos os lugares de culto e os cemitérios cristãos e punir com exílio ou a morte os dirigentes das comunidades cristãs.

Lourenço foi o primeiro dos diáconos que assistiam ao papa em suas funções na celebração dos divinos mistérios, na distribuição da Eucaristia e na administração dos bens da Igreja.

A igreja, com efeito, tinha uma caixa comum, proveniente de esmolas e da administração dos cemitérios, que usava para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas. Por uma carta do Papa Cornélio, sabemos que a Igreja sustentava no século III, em Roma, mais de 1500 pobres. Por isso, quando na perseguição de Valeriano o Papa Sisto II foi preso e martirizado, o prefeito da cidade prendeu imediatamente a Lourenço e exigiu que entregasse as riquezas da igreja. “Dá-me um prazo”, teria respondido Lourenço, “e as entregarei”. Foram concedidos três dias. Foi o tempo necessário para que Lourenço reunisse no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os velhos… todos os que a Igreja socorria; então, chamando o prefeito, disse-lhe: “Aqui tens os tesouros da Igreja!”

Vendo-se assim iludido, o prefeito prorrompeu em raiva furiosa: “É assim que te atreves a zombar da autoridade romana? Miserável, se teu desejo é morrer, pois bem, hás de morrer, mas de morte longa e cruel”. Deu então ordem para que Lourenço fosse cruelmente açoitado e, ainda por outros modos, atormentado. Finalmente, mandou que trouxessem uma grelha, que foi posta sobre brasas. O santo diácono foi despido e colocado sobre a grelha. O semblante ardia-lhe de fogo divino. Tendo sofrido por algum tempo este horrível martírio, Lourenço, com um sorriso nos lábios, disse ao juiz: “Se quiserdes, podereis me virar, visto que deste lado já estou assado”. E pouco depois: “Agora, o meu corpo está completamente assado, pronto para ser comido”. E, continuando a rezar pelo bem da Igreja, pela paz do mundo, sereno e confiante, exalava seu espírito: era o dia 10 de agosto de 258.

Seu corpo totalmente queimado foi levado em triunfo e sepultado no cemitério cristão de Verano, onde surgiu a célebre basílica dedicada em sua honra. Mais outras sete Igrejas foram erguidas na Cidade Eterna em louvor ao grande mártir, cujo nome entrou no cânon da santa missa, privilégio reservado a pouquíssimos santos. E nós concluímos esta memória de São Lourenço com a oração da missa: “Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedi-nos amara o que ele amou  e praticar o que ele ensinou. Amém!”

¹ Pe. Luís Palacín. Santos do atual calendário litúrgico. São Paulo, Ed. Loyola, 1982, p. 22

Fonte: Dom Servilio Conti, I.M.C. op. Cit., p. 344

Santo Afonso de Ligório

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No dia 1º de agosto veneramos mais um gigante na santidade e na fecundidade de obras, no seio da Igreja: Santo Afonso de Ligório, bispo, escritor, poeta, musicista, Doutor da Igreja, fundador de uma das mais ativas e numerosas congregações religiosas: Os Padres redentoristas.

Afonso nasceu em Nápoles, Itália, em 1969, primogênito da nobre família dos Liguori. Do pai herdara uma vontade férrea, inteligência viva e perspicaz, enquanto que a mãe plasmou seu coração para a fé e a bondade. Seu pai destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas, conseguindo Afonso, rápidos e surpreendentes progressos. Aos dezesseis anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e começou a colher louros e triunfos no foro. Seu pai sentia-se orgulhoso do brilhante futuro que se abria ao filho Afonso e já tinha preparado uma noiva, rica e nobre que lhe fosse companheira na vida. Mas Afonso acalentava ideais muito superiores.

Jovem e brilhante advogado tinha uma vida espiritual muito intensa: todos os anos fazia os exercícios espirituais. Além da piedade, da ciência, cultivava também a poesia e a música: deleitava-se em ouvir as obras de música clássica e, ele próprio, compunha e musicava hinos religiosos.

Como advogado, já de renome, recebeu uma causa de grande importância do Duque Orsini para defender, contra outro príncipe… mas, quando tudo parecia vitória, eis que por um imprevisto teve um revés. Então, Afonso decidiu abandonar definitivamente a advocacia, para dedicar-se às causas mais nobres na seara evangélica. Completou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote aos trinta anos. Esta mudança custou-lhe renhidas lutas com o pai, que não podia conformar-se com a escolha feita pelo filho, renunciando aos títulos de nobreza e à rica herança da família.

Desde então Afonso colocou suas altas qualidades de ciência e de oratória a serviço de Cristo, dedicou-se sobretudo à pregação com o lema: “Deus me enviou a evangelizar os pobres”. Vários fatores forçaram Santo Afonso a dar início a uma fundação de sacerdotes pregadores, que veio a chamar-se “Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas“. Esta nova família religiosa dedicava-se à pregação de retiros, de missões populares, sobretudo, em favor das classes mais pobres, nas aldeias espiritualmente mais carentes…

À frente dos seus sacerdotes, Afonso percorreu cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando famílias. Mais do que sua palavra, pregava seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. O Papa forçou Afonso a aceitar a sagração ao episcopado em Santa Águeda dos Godos, que ele pastorou por 13 anos com sabedoria, zelo e firmeza, cuidando sobretudo da formação do clero.

Homem de ação vigorosa, Afonso foi também prodigioso escritor: deixou 120 obras, que tratam dos assuntos mais variados: tratados de teologia moral, em que Afonso foi mestre incomparável; livros de espiritualidade, meditação, retiros, sermões, etc. Foi um grande mestre espiritual e Doutor da Igreja.

Passou seus últimos anos afastado da diocese e da própria congregação, suportando sofrimentos físicos e provações morais que acrisolaram seu espírito.

Faleceu santamente com 91 manos de idade, no dia 1º de Agosto de 1787.

Fonte:  Santo do Dia, O -  DOM SERVILIO CONTI, I.M.C. – ED VOZES

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