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Imagem de Santa Rita em resina

Imagem de Santa Rita em resina

Venera no dia 22 de maio a igreja em sua liturgia a santa chamada comumente a “Santa das Causas Impossíveis”: Rita de Cássia. É filha da Úmbria, província da Itália que deu à igreja muitos santos, como São Francisco de Assis, Santa Clara. Os pais, de idade avançada e sem prole, conseguiram esta filha pelas preces fervorosas. Pobres que eram, legaram à filhinha as riquezas imperecíveis de uma boa educação, fundada nos princípios da fé e da moral cristã.

Desde Pequena, revelou profunda devoção a Maria Santíssima, a São João Batista e Santo Agostinho. Inclinada à oração e à solidão aborreciam-na os divertimentos e passatempos profanos. Seu desejo ardente era entrar na Ordem Agostiniana, a fim de viver exclusivamente para Deus. Mas seus pais, levados por motivos de ordem material e pelo orgulho de poder ter uma descendência desta sua filha única, tomaram uma atitude severa e inflexível diante do plano de Rita que, no fim, teve que se conformar aos desejos dos pais e contrair núpcias com o jovem Paulo Ferdinando. Este, que no início aparentava boa índole, depois de casado, revelou um caráter violento.

Seu casamento durou dezoito anos e foi para ela verdadeira via-sacra. O marido, além de aventureiro fora do lar, dentro de casa foi o esposo que nenhuma mulher deseja, grosseiro, impertinente, irascível, violento.

Ela sofria, rezava e calava. Longe de se exasperar ou abandonar o lar, oferecia seus sofrimentos e orações a Deus para alcançar a conversão de Paulo Ferdinando. No fim, conseguiu domar a fera: a graça de Deus, a mansidão e paciência inalterável de Rita levaram o marido à conversão sincera.

Mas então veio o desenlace que ela não desejava: o marido foi assassinado. Restavam à pobre viúva sofrida dois filhos gêmeos que infelizmente herdaram o temperamento do pai; pois, ainda rapazes, arquitetaram o plano de mais tarde vingar a morte do pai. Ela perdoara de coração aos culpados que, até, recebeu em sua casa para que não fossem presos.

Em vão Rita mostrou aos dois filhos os deveres de caridade cristã de perdoar, assim como Deus nos perdoou. Eles teimavam no espírito de vingança. Então, em sua angústia, Rita pediu a Deus que mudasse o coração dos filhos ou os chamasse para si. Tinham 14 anos quando morreram.

Só Deus sabe o quanto sofreu esta esposa e mão, mas também só ele pôde medir a fé, a paciência heróica desta mulher. Talvez seja esta a razão por que Santa Rita é tão invocada como Padroeira das Causas Impossíveis.

Viúva e sem filhos, Rita queria realizar seu sonho de juventude: consagrar-se a Deus na Ordem das Agostinianas. Bateu à porta do convento. Mas a superiora declarou não poder admitir uma viúva numa comunidade reservada exclusivamente às virgens. Rita não desanimou: entregou sua causa a Deus e seus santos protetores com redobrada confiança, até que um milagre aconteceu. Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela, e uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: Rita! Rita!

Um pouco receosa talvez, pois ia avançada a noite, aproximou-se da janela para ver quem a chamava e o que queria, mas não viu ninguém. Pensando ter-se enganado, voltou à oração, mas, pouco depois, repetiu-se o mesmo apelo: Rita! Rita!

Desta vez teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Quem era? Um homem de venerável aspecto, acompanhado de dois outros. Se fossem criaturas mortais, a piedosa mulher se teria assustado ou teria suposto que se tratava de viajantes a pedir pousada e alimento; mas, iluminada pela divina luz, Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores tantas vezes invocados: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

Santa_Rita_Cassia_22_maio

Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu; em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. Dormiam as religiosas; a porta estava fechada e bem trancada.

Com efeito, era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas Rita estava em boa companhia. Os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que se encontrasse no interior do mosteiro. Ela aí se achou, mas só, porque seus santos haviam desaparecido. Entretanto, estava segura de que, após tão evidente milagre, seria admitida.

Quando as religiosas recolhidas e silenciosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada! Como entrara ela, pois que o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? Rita, com toda a simplicidade, contou o fato milagroso que recompensara a sua fé e constância, tão evidente era a prova de sua sinceridade.

O resto de sua vida no claustro foi de uma intensidade espiritual verdadeiramente heróica. Meditava longamente a paixão de Cristo que a privilegiou com um sinal da sua agonia. Por isso, é representada com um crucifixo nas mãos. Faleceu em Cássia, no dia 22 de maio de 1457, com 76 anos.

Seu culto é um dos mais populares do mundo inteiro e é protetora absoluta das esposas e mães que se angustiam pelos maus tratos dos esposos.

Santa Ana e São Joaquim

Santa Ana, São Joaquim e Nossa Senhora ainda jovem.

O calendário litúrgico da Igreja Romana comemora no dia 26 de julho a memória de São Joaquim e Sant’Ana que a tradição identifica como pais de Nossa Senhora. O nome Joaquim é bíblico, e significa “o homem a que Javé Confirma”. Há vários personagens no Antigo Testamento com este nome. Com o nome de Ana, aparecem três mulheres na Bíblia: a mãe do profeta Samuel; a mulher de Raguel, parente de Tobias, e a profetisa Ana, que foi ao encontro de Jesus no dia de sua apresentação ao templo. Não há notícia deles na Sagrada Escritura, contudo, existe um livro venerável do século II do Cristianismo: Proto-Evangelho de São Tiago, que granjeou grande autoridade nas comunidades cristãs primitivas. É exatamente este livro que nos traz a mais vetusta tradição sobre os pais de Nossa Senhora.

Joaquim e Ana eram um casal distinto, mas viviam tristes e humilhados porque já estavam chegando à idade avançada e eram estéreis. Eram um casal justo e observante das leis judaicas. Possuíam uma certa fortuna que lhes proporcionava vida folgada. Dividiam suas rendas anuais em três partes: uma era conservada para as próprias necessidades; a segunda era reservada para o culto judaico e, finalmente, a terceira era distribuída entre os pobres. Eles continuavam rezando confiantes que Deus teria suscitados para eles uma descendência. Joaquim retirou-se ao deserto para rezar, onde permaneceu quarenta dias em jejum e oração.

Finalmente, um anjo apareceu a Joaquim comunicando-lhe uma boa notícia: “Joaquim, tua oração foi ouvida. Uma filha te será dada a quem darás o nome de Maria”. Também Ana recebeu um aviso do anjo: “Ana, Ana, o Senhor ouviu teu choro. Conceberás e darás à luz e, por toda a terra, falar-se-á de tua descendência”.

Ao voltar Joaquim para casa, eis que sua esposa atirou-se em seus braços exclamando cheia de alegria: “Agora sei que o Senhor derramou sua bênção sobre o nosso lar; pois eu era como uma viúva, era estéril mas agora meu seio já concebeu, seja bendito o Altíssimo!”. Então, fez o voto de consagrar a menina prometida por Deus ao serviço do Templo.

De Fato, a menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até o tempo de noivado com José.

A tradição não dá notícia da morte de Joaquim e Ana.

No entanto, o culto deles foi muito difundido na Igreja desde o século VI. Começou no Oriente e depois passou para a Igreja Romana. Neste caso, a devoção a Sant’Ana foi muito mais popular. Ela difundiu-se, sobretudo nos povos nórdicos, onde o nome Ana é mais usado. Também no Brasil, o culto a Sant’Ana é muito conhecido. Antes ela mereceu o título que só é reservado à sua Filha, isto é, Senhora Sant’Ana.

Fonte: Santo do Dia, O – DOM SERVILIO CONTI, I.M.C – ed Vozes

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